Estudo aponta que infectados por HIV têm maior resistência ao H1N1

 

01.07.2014

 

 

Durante a pandemia de H1N1 em 2009, pacientes com baixa imunidade estiveram entre os casos mais graves da doença, com alta mortalidade em todo o mundo. No entanto, muitos portadores de HIV apresentaram sintomas leves da infecção. Publicado nesta segunda-feira, 30 de junho, na revista científica PLOS ONE, um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) acaba de apontar um dos mecanismos envolvidos nesta aparente contradição: a presença do vírus da Aids faz com que o sistema imune dos pacientes apresente uma resposta que restringe a multiplicação do vírus Influenza H1N1, causador da Gripe A.

 

“A pesquisa começou ainda durante a pandemia. Diversos grupos de risco, como pacientes com câncer e transplantados, eram afetados de forma mais grave pelo H1N1, enquanto, surpreendentemente, os indivíduos com HIV tinham desfechos clínicos similares aos da população em geral. Decidimos investigar as bases moleculares para esse fenômeno e conseguimos demonstrar pelo menos um dos mecanismos envolvidos nessa evolução diferenciada da doença”, afirma o autor principal do estudo, Thiago Moreno, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC.

 

Reação cruzada

Na tentativa de combater o vírus da Aids, o organismo dos pacientes soropositivos mantém alguns mecanismos de defesa constantemente ativados. A pesquisa identificou o aumento na produção de uma proteína capaz de bloquear a multiplicação do H1N1. A molécula IFITM3 impede que o material genético do vírus da Gripe A seja liberado no interior das células e assim interrompe seu ciclo de replicação. “O HIV consegue sobrepujar a reação do organismo e manter a sua replicação. Mas observamos que a resposta imune inata, que é cronicamente mantida contra o vírus da Aids, pode prevenir contra uma outra infecção”, diz o virologista.

 

Fonte: Saúde on line

http://saudeonline.grupomidia.com/2014/07/estudo-aponta-que-infectados-por-hiv-tem-maior-resistencia-ao-h1n1/

 

 

 

Notícia

Nestor Muller, diretor médico do Grupo Delfin

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